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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Direitos humanos, eles realmente existem?


“Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.”
                                                                                                        Artigo 1º - Direitos Humanos.

   Na segunda Guerra Mundial, ocorreu um dos maiores exemplos de atrocidades contra a pessoa humana, foram milhares de homens, mulheres, crianças, idosos, cobertos de pele, como eu e você, com sangue vermelho correndo pelas veias, como o meu e o seu, providos de sonhos, desejos e medos, semelhantes a qualquer um, conforme todos nós.
   Eles tiveram o direito à vida tomado de suas mãos de maneira cruel e fria, perdeu-se nesse momento o Homo Sapiens, o homem sábio, dando lugar a uma sequência de tragédias e acontecimentos em que todos pareciam cegos, apáticos perante a morte de seus semelhantes, somente por serem denominados de uma raça considerada impura.
   Após essa tão dolorosa época, reconheceu-se a necessidade do registro dos direitos inerentes e naturais ao homem. Assim, em 10 de Dezembro de 1948, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, preservando as gerações futuras do flagelo da guerra; proclamando a fé nos direitos fundamentais do Homem.
   Declarou-se o direito à liberdade, e vivemos presos, toda criança tem direito a educação e deve estar na escola, todavia uma parte delas está nas ruas perambulando sem perspectiva, sem instrução. Elas são humanas, têm direitos, mas são tratadas com indiferença, famintas não só de alimentos como de apoio e de cuidado.
   Todos são iguais, contudo a diferença é gritante, uns têm muito, outros nada, uns pagam por atendimento particular, outros morrem nas filas de espera. Em uma noite fria, enquanto nos deitamos e cobrimo-nos com um cobertor, pessoas de mesma natureza, deitam-se nos asfaltos gélidos. Somos iguais, você gostaria de ter uma noite de sono no asfalto? Trocaria seu conforto por esse estado?
   Retiram-se as roupas, os artigos de luxo e todas as outras coisas que nos distanciam, e têm-se a mesma essência universal, a mesma configuração biológica, e de acordo com o que foi positivado, os mesmos direitos.
  Eles existem, no entanto não são respeitados, seguidos e conhecidos. Ainda não saímos do holocausto, temos muito a evoluir, e hoje, representamos um grito dos que estavam mudos, prontos para lutar pelos Direitos Humanos, para que um dia possamos nos dar as mãos e perceber o quão linda é a grande família humana e que apesar de todas as singularidades, somos iguais, e devemos respeito, uns para com os outros, construindo assim a tão sonhada sociedade da fraternidade e do real bem viver.


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