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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Ajustando o foco



Hora de mudar de foco, tirar os olhos do chão, porque estão cansados de encarar a mesma paisagem monótona.
Pensar diferente, recuperar o melhor que foi deixado para trás.
Desfocar as coisas ruins, deixar os ventos arrumarem os cabelos, ao invés de se preocupar com a arrumação dos outros.
Abrir o campo de visão para frente e para cima, para o céu azul, muito mais belo do que os buracos no chão, do que os chicletes jogados e abandonados no asfalto.
Fechar os olhos para o que fere, abrir para o que fascina, inspira e traz o melhor que se pode ter.
Encarar de maneira diferente, mudar objetivos, tirar a importância de alguns lugares e colocá-la em outros.
Valorizar o que faz sorrir, o que faz bem, tirar a relevância do que faz mal, do que machuca, já que não é possível destruí-los.
Mudanças frescas cortando rotinas que deixam a alma velha e o cérebro travado.
Enxergar por outras perspectivas, como se fosse pela primeira vez: tão puro e inocente.
Esperar que seja a garantia de mais sorrisos, mais risadas, mais simplicidade, porque o coração e a mente já estão desgastados, perdendo a vivacidade de maneira lenta e o corpo deve envelhecer, mas a mente e o coração devem permanecer sãos e jovens, cada vez mais experientes e lúcidos.
Ajustando assim o foco da câmera da vida, registrando os melhores momentos, mesmo nos piores, com as cores mais vivas e com a melhor definição e perspectiva.
Texto de minha autoria.







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