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sexta-feira, 23 de março de 2012

Ensaio sobre a cegueira


O livro Ensaio Sobre a Cegueira do escritor português José Saramago é um livro de uma escrita extremamente agonizante para o autor segundo ele mesmo disse.

 
Sua história se baseia em uma cidade em que todos foram ficando cegos, uma cegueira branca como leite.
A única personagem a conservar sua visão foi uma mulher que no livro será denominada de "mulher do médico". Seu marido era oftamologista e ficara cego. Não havia explicação para a cegueira nem para o fato da mulher ter sido a única a conservar sua visão.
A obra de José Saramargo gira em torno do olhar do autor e da mulher sobre esse novo mundo formado por uma população que antes enxergava e agora encontrava-se completamente cega.


A história é dolorosa pois sem a visão a cidade torna-se um caos completo: No início os primeiros a cegarem eram trancados, internados em escolas, teatros, quarteis.... A protagonista foi internada juntamente com seu marido em um manicômio (lugar onde internavam-se loucos).
Quando toda a população cegara, não havia mais autoridade, os cegos presos se soltaram e passaram a viver em bandos. Estupros, fome, sujeira, ausência de energia elétrica, de água, fezes e corpos mortos pelo chão misturando-se com todos os cegos e a decadência humana...

Tudo isso sendo visto pela protagonista que cuida dos seus companheiros de manicômio, com a visão ela guia, procura por comida, mas acima de tudo sofre, todos querendo livrar-se da cegueira branca para dar lugar a visão mas para ela era doloroso ver toda aquela cidade tragada pelo caos que a cegueira trouxe. 
Foi lançado até  um filme chamado Blindness que transfere do nosso imaginário para vídeo esse terrível mundo descrito no livro. Veja o trailer aqui.

Como já disse no início do post é uma leitura difícil tanto pela linguagem como pelo tema tratado, mas vale a pena ler, ainda mais porque o livro pode ser achado para baixar na internet.
Mas e aí? Já imaginou se todos ficássemos cegos?
 








sexta-feira, 9 de março de 2012

Marte


Para ler ouvindo: Natalie Walker - Mars

Eu preciso me ver mais de Marte,
Ver quão pequena sou,
Flutuar no espaço sideral,
Tal qual viajante que acerca sua cidade natal.

O oceano de um azul infinito nunca saberá meu nome,
Apesar de indivíduos, cada qual com suas particularidades,
Somos todos os mesmos. Atormentados por incertezas pálidas, por amores despedaçados e às vezes presenteados com bem-aventuranças.

Somos pontos ocultos vistos de Marte,
Vencidos por nossos medos,
Com almas assoladas por problemas tão insignificantes perante a grandeza do universo, 
Do vácuo onde não se distingue direção e sentido.

Apesar de parecer difícil,
Apesar de toda a dor,
Apesar de tudo,
A vida não deve ser resumida a isso, ela não pode ser a síntese de nossa pequenez, tem que ser algo maior, tem de ser feito dela algo melhor.
Melhor que a mesquinhez em que vivemos, algo maior que nosso ego, tão grande capaz de sufocá-lo, que ultrapasse as barreiras da individualidade.
Algo que visto de Marte não será um ponto desfocado, insignificante,
Que visto de Marte será distinto, como uma estrela majestosa.

Quero que minha vida seja algo além, além da gravidade, da insuficiência, além da humanidade...
Por isso vejo meus problemas de Marte, quando parece insuportável, vejo tudo de longe e logo percebo que o que antes me sufocava pode ser quebrado com minhas mãos, é frágil, fino como papel, pequeno agora, pois esse é o seu real tamanho perante toda a grandeza existente.
Aguardo pelo dia em que me será possível ofuscar todos os obstáculos, estreitar a linha do esmorecimento e  experimentar na Terra e em todo o universo o real júbilo da vida que pode ser visto de Marte.
Texto de minha autoria.

sábado, 3 de março de 2012

Unhas

O esmalte escolhido da vez foi o da Arezzo Nails, ele tem um efeito espelhado e dependendo da luz fica prata ou dourado. Bom para festas ou até para o dia a dia mesmo, bem versátil e sofisticado, aprovado!
 Gostaram?