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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Pensamentos


Esboçou um sorriso triste, saiu andando, sua garganta doia, aquela dor de quem estava segurando suas lágrimas com as poucas forças que lhe restavam, caminhou para longe daquele turbilhão, necessitava de um tempo sozinha, finalmente chegara em casa, um território seguro, as lágrimas rolaram por seu rosto incontrolavelmente, a dor na garganta passou, pois as palavras de tristeza de seu coração saíram por seus olhos, lágrimas trasparentes que figuravam sua dor, seu turbilhão de sentimentos.

Uma falta constante de algo, sentia que não significava nada para ninguém, sua presença era algo normal, ocupava espaço desnecessário, insignificante, assim ela se sentia. Aquele coração de menina, tão frágil, mas ao mesmo tempo se mostrando tão forte estava ficando cansado, estava desfalescendo, se apagando, queria falar, mas ninguém a entenderia, afinal, nem ela se entendia, as lágrimas continuaram vertendo-lhe a face incessantemente, iria esperar esse coração se acalmar, esse coração incerto, essa alma pedinte nesse mundo cruel. 
Texto de minha autoria
 

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