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sábado, 28 de maio de 2011

Os verdadeiros Contos de Fada (Parte 6)


Na versão que conhecemos a princesa é  adormecida quando pica o  dedo numa agulha . Ela dorme  por cem anos, até que um  príncipe finalmente chega,  beija-a, e desperta-a . Eles  apaixonam-se, casam-se e vivem felizes para  sempre. Mas, infelizmente, o  conto original não é tão doce...


No original, a jovem é  colocada para dormir por  causa de uma profecia, ao  invés de uma maldição. E não é  o beijo de um príncipe que acorda: o rei ao vê-la dormindo, e gostando do que vê, estupra-a . Após nove meses ela dá à luz a duas crianças (enquanto ela ainda está dormindo). Uma das crianças em busca de leite chupa o dedo e remove o pedaço de linho que estava a mantê-la dormindo. Ela acorda e se encontra estuprada e mãe de dois filhos.


E a coisa não para por ai, o príncipe que a engravidou (estuprou) continuou voltando durante os nove meses. Quando ele chegou lá e encontrou a bela, já não mais adormecida e com duas crianças, decidiu se casar com ela, mas ele não poderia levá-la ao seu castelo, pois sua mãe era uma ogra que tinha o hábito de comer qualquer criança que aparecesse em seu caminho.
 

Por isso ele esperou alguns anos até que seu pai morresse e ele virasse rei para aí então poder levar sua mulher para seu reino. E assim aconteceu, mas na primeira viagem que ele fez, sua mãe ogra resolveu comer seus dois netos, e não satisfeita, também sua nora. Mas, com a ajuda do cozinheiro a princesa conseguiu se esconder até o retorno de seu marido que quando ficou sabendo dos planos de sua mãe (ogra) mandou matá-la.


Em outras versões, o príncipe na verdade já era rei, e a mãe ogra era a esposa do rei, o resto é bem parecido. A esposa ciumenta quer, como vingança, comer (no sentido alimentício) os dois filhos bastardos do rei, mas acaba sendo descoberta e é queimada viva numa fogueira.


Ainda há uma terceira história, onde a princesa acorda com a chegada do príncipe, e não há beijo. Ao contrário, conversam longamente, segundo uma tradução do original projetada e produzida por Aventinum Nakladatelství, Praga em 1993, e traduzida para o português em 1997:

 
“Ela tivera muito tempo para pensar em sonhos no que iria lhe dizer, pois tudo indica (isso a história não esclarece) que a boa fada lhe proporcionou o prazer de ter sonhos agradáveis enquanto dormia. Enfim, depois de se falarem durante quatro horas ainda não tinham dito um ao outro a metade do que desejavam dizer.”
 
 
Assim, vê-se que a princesa não agiu passivamente. Usou a experiência da fala para trocar idéias com o príncipe. A história não pára por aí. Na verdade, o príncipe é um covarde, que tem medo da própria mãe, que é uma ogra antropófaga. Esconde seu casamento o maior tempo possível e só o revela aos pais depois de mais de dois anos, quando já tem dois filhos, um menino e uma menina. A princesa é que demonstra coragem, quando o cozinheiro real vai degolá-la para servir sua carne de repasto à sogra.

 Esse príncipe da Bela Adormecida de príncipe não tinha nada né?
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